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Trechos
extraídos do livro “VESTIBULAR, ESCOLHA PROFISIONAL E SUCESSO
PROFISSIONAL”

Por:
Prof e Psicoterapeuta Leo Fraiman
Como
fazer uma boa escolha profissional?
Uma
boa escolha profissional leva em conta pelo menos três elementos:
quem é o jovem, o que é o mercado de trabalho e o que
é a vida universitária. As grandes causas da evasão
universitária, que hoje chega a 40% ou 50% em escolas particulares
e a 30% em alguns cursos da Universidade de São Paulo (USP),
têm relação com a desinformação do
aluno sobre si mesmo, sobre as dificuldades do mercado e sobre as matérias
da faculdade.
Isso pode
ser evitado se houver um trabalho sistematizado ao longo da vida escolar,
que conduza a uma escolha assentada em informações confiáveis
e atualizadas. Muitas vezes é transmitida ao jovem uma visão
negativa do mercado de trabalho e da profissão que lhe interessa,
e assim esse jovem acaba absorvendo essas informações
e nem busca conhecer pessoas que se deram bem na área de seu
interesse, e também não investiga o que alguns fizeram
para se colocar positivamente no mercado. Em outras palavras, fica desmotivado
e confuso por conhecer somente um lado da história: o lado dos
que fracassaram. Penso que isso é um erro. Para cada profissão
há profissionais bem sucedidos e pessoas que fracassaram. O sucesso
ou o insucesso de uma pessoa não pode ser atribuído à
sua carreira, pois se isso fosse verdadeiro, como explicar aqueles que
se deram bem? Foram sortudos? Ou usaram das habilidades, competências
e virtudes mais adequadas? Por que não pesquisar o perfil dos
que venceram ao invés de tomar o perfil dos que fracassaram como
regra? O jovem tem que receber boas informações, para
que faça escolhas autênticas e assentadas na realidade.
Não se pode jogar um balde de água fria em seus sonhos
e também não é adequado incentivar escolhas que
seriam realizadas sem base na realidade.
Quanto
eu devo levar em conta as minhas paixões na hora de escolher
a carreira?
Um
psicólogo americano de Harvard, Mark Albion, entrevistou alunos
de administração na década de 80 e perguntou a
eles por que escolheram a profissão. Vinte anos depois, checando
a evolução da carreira de cada um, descobriu o seguinte:
no grupo dos que escolheram a profissão pensando tanto na paixão
quanto no retorno financeiro, havia 50 vezes mais multimilionários
do que no grupo que usou apenas critérios racionais, como a remuneração
e a herança da empresa da família para seguir aquela carreira.
Tire suas próprias conclusões.
De
que forma a escola pode ajudar o aluno a se conhecer melhor?
Antes
de mais nada, o jovem precisa descobrir suas preferências, seus
valores, seus talentos evidentes e os latentes, o estilo de vida que
pretende levar. A escola tem um papel fundamental nessa sondagem de
aptidões. Por exemplo, no colégio em que leciono, há
mais de 30 disciplinas eletivas nas quais o aluno pode identificar algumas
habilidades, interesses, dificuldades e competências. No trabalho
voluntário, outra disciplina eletiva, ele tem a oportunidade
de se perceber útil, e também pode sacar se tem um perfil
mais voltado para angariar fundos, para animar as pessoas ou se ele
se sentiria melhor em se aproximar de um dos pacientes atendidos num
hospital. A idéia é formar contextos para o jovem se conhecer
melhor.
A escola
pode ajudar muito ao oferecer cursos complementares à educação
formal, mas é um erro esperar que tudo venha da escola, que já
arca hoje com muitas responsabilidades na formação dos
jovens e na educação familiar. O aluno também tem
que fazer a parte dele e sair do circuito fechado casa-escola-clube.
Tem que
pesquisar, ir atrás de cursos e atividades que lhe permitam um
bom uso de seu tempo livre e de sua energia para se sentir útil,
para colaborar com a sociedade e até para se conhecer e assim
poderá fazer uma boa escolha de carreira e as muitas outras escolhas
que são tão importantes quanto.
Quanto
mais aberto a novas experiências, quanto mais exposto a contextos
e atividades diferentes, mais chances o jovem tem de perceber qual o
seu verdadeiro espaço no mundo.
As
meninas estão mais preparadas que os meninos para a escolha da
profissão?
É
ilusório achar que elas têm mais maturidade do que eles.
Os meninos de hoje são bem mais afetivos, abraçam, choram,
estão preocupados em se conhecer. É verdade que alguns
ainda acham que certas profissões são mais masculinas,
como direito e engenharia e acabam desprezando aquelas de viés
tido como feminino: fisioterapia, nutrição e enfermagem,
por exemplo, por serem profissões de ajuda.
Muitas
vezes, porém, os contra-exemplos é que dão certo.
As mulheres estão ganhando o mercado de trabalho no direito e
na administração. Os homens estão se destacando
no estilismo e na gastronomia. Não existe isso de profissões
femininas ou masculinas, o que importa hoje em dia é fazer o
que se gosta e desenvolver o espírito empreendedor.
É
preciso ter cuidado para não estereotipar e ser verdadeiro consigo
mesmo nesta hora, pois muitos dos preconceitos são mera covardia
de alguns que não têm coragem de quebrar as barreiras convencionais,
ou advém de pessoas que querem controlar o desejo das outras
lhes impondo barreiras ilusórias. Por exemplo, houve um tempo
em que as mulheres e os negros não tinham o direito de votar,
o que é inconcebível para os dias de hoje. Muitos dos
preconceitos atuais já foram superados e daqui a alguns anos
muitas das nossas verdades já estarão superadas. Muito
cuidado com visões parciais da realidade. Busque sempre informações
reais, atuais e de fontes confiáveis.
O
que é o espírito empreendedor? Como desenvolvê-lo?
É
o desenvolvimento da autonomia, da iniciativa pessoal, é aprender
a pesquisar, a buscar conhecimentos a mais do que os pedidos pelos professores
em sala de aula. Ser empreendedor é aprender a ler a realidade
a partir de diversos ângulos, ler uma notícia de diversas
fontes e formar a sua própria opinião.
Empreender
é vislumbrar as tendências e pensar em formas de investir
em oportunidades novas no mercado de trabalho. Olhar para um supermercado,
uma loja, para um restaurante, ou um consultório sempre pensando
em como melhorar o atendimento, os serviços, os produtos, as
embalagens, a comunicação, enfim, cultivar um olhar que
vá além, um olhar que viaje na imaginação
e pense o que ninguém se atreveu antes a pensar. O aluno que
investe algum tempo cultivando este espírito desde cedo é
o que tem maiores chances de sucesso no futuro. Houve um tempo em que
não usávamos celular. Provavelmente quando a primeira
pessoa aventou a hipótese de fabricar um, alguém lhe disse
que era loucura. O mesmo aconteceu com os computadores. Quando Bill
Gates apresentou à IBM a idéia de investirem no desenvolvimento
do sistema MS-DOS, foi ironizado. O que ainda precisamos inventar? Como
vamos viver daqui a 20 anos? Como melhorar a forma como trabalhamos?
Como melhorar os produtos desta loja? Como criar forma de melhorar os
relacionamentos entre as pessoas? Como produzir mais água doce?
Como manter nossa saúde? São algumas perguntas que o jovem
pode se fazer para exercitar o seu olhar empreendedor. Perguntas que
sempre terão novas respostas.
Falar
sobre trabalho e emprego na 3ª Série do Ensino Médio
não é cedo demais? Os jovens não estão tendo
sua juventude roubada pela pressa de seus pais?
Os
alunos se sentem muito agradecidos quando têm alguém que
lhes fale sobre como conseguir seu espaço no mundo. Muitos alunos
já começam a trabalhar durante a faculdade ou mesmo durante
o Ensino Médio, seja num trabalho voluntário, na animação
de uma festa infantil, como DJ ou como vendedor de fim de ano numa loja
de roupas.
Claro que
é uma pena o jovem ter de pensar nisso tão cedo, mas o
desemprego no Brasil é alto demais e os jovens sabem disso. Se
a preparação para a entrada no mercado de trabalho for
feita aos poucos, com cursos de capacitação condizentes
com a idade escolar e com as possibilidades de cada aluno, esta passagem,
da adolescência para a juventude, pode ser feita de modo mais
seguro e até mais suave. Em muitas empresas, na hora de uma seleção
para um estágio, a primeira linha que se olha no currículo
é a de cursos extracurriculares.
Quando
ensino um aluno a fazer o seu currículo, ensino-o a perceber
a forma como um profissional de Recursos Humanos de uma empresa, com
quem deve se deparar num futuro próximo, o verá. Quando
questiono, por exemplo, quais habilidades e qualificações
seriam essenciais para ele (jovem) contratar um funcionário para
“sua empresa”, ele começa a refletir sobre a importância
de cursos extracurriculares, línguas, informática, bom
humor, saber trabalhar em equipe, ter experiência com trabalhos
voluntários, boas notas, estudar em uma universidade de primeira
linha, ter um bom marketing pessoal, polidez, dedicação,
entre outras coisas. Ao invertermos os papéis, o jovem pode perceber
que ele mesmo não contrataria alguém que tivesse um perfil
mediano, ele iria querer o melhor para si. Então lhes pergunto:
por que não nos transformarmos no melhor que podemos ser?
Posso
confiar num teste para escolher a minha profissão?
Eu
pergunto aos meus alunos: você confiaria num teste para escolher
seu marido ou esposa? A reposta é sempre um sonoro não!
Bem, então pergunto novamente por que com a escolha de carreira
seria diferente?
Teste
psicológico de escolha profissional indica que há um jeito
certo de ser o profissional daquela área, o que muitas vezes
não condiz com a realidade. Eu, por exemplo, sou um psicólogo,
mas fujo ao padrão e isso foi interessante para minha carreira.
Se você pensar em outras pessoas bem-sucedidas vai ver que em
muitos casos as pessoas com perfis diferentes do comum foram as que
se deram melhor. Pensemos no Romero Britto, ele tem um perfil bem diferente
da maioria dos artistas plásticos e se destacou enormemente.
Prefiro
pensar no termo G.A.P.P.– Grau de Afinidade Pessoal e Profissional
e, para isso, uso conceitos criados por John Holland, um psicólogo
americano cuja metodologia é a mais usada nos Estados Unidos
para seleção de pessoal.
Segundo
Holland, são seis os tipos psicológicos básicos:
social, empreendedor, realístico, investigativo, artístico
e convencional. Em minha metodologia o aluno vê qual bate mais
com ele, percebe seus interesses, suas possibilidades, os ambientes
em que prefere estar, seus valores e os possíveis desafios que
prefere enfrentar em sua dia-a-dia. Ao conhecer o seu perfil como um
todo, ele conhece a sua personalidade e depois consegue escolher a sua
carreira com mais segurança e fidelidade.
O aluno
deve conhecer todas as profissões universitárias da atualidade,
suas diversas ocupações e a grade curricular geral das
faculdades. Muitas vezes o aluno não tem idéia de que
um psicólogo pode trabalhar com trânsito ou ao lado de
advogados. É preciso que ele saiba que é fundamental conferir
o domínio e o interesse sobre as matérias presentes na
segunda fase da Fuvest, que representam os conceitos mínimos
para se cursar uma boa faculdade. Não dá para fazer medicina
e não gostar de biologia. Não dá pra fazer psicologia
e não gostar de português.
O
teste, ou qualquer sistema de pesquisa de afinidade, deve sempre estar
dentro de uma forma mais ampla de escolha, ou seja, pode ser um bom
instrumento auxiliar, mas nunca dar a reposta final, que deve ser construída
ao longo de um processo de auto-conhecimento e de conhecimento reflexivo
sobre a realidade. Eu mesmo lancei um CD ROM de apoio à escolha
profissional que saiu em todas as bancas do país em 2003 e, na
primeira página, há esta advertência: trata-se de
uma plataforma de pesquisa de afinidade pessoal e profissional, isso
é o máximo que um teste pode fazer pelo aluno, o resto
ele mesmo deve ir atrás.
Como
cuidar da parte emocional nesta fase?
Sugiro
algumas alternativas. Há os que preferem exercícios de
relaxamento ou meditação, que ajudam na tomada de decisão
e na diminuição de estresse. Isso pois temos dois cérebros:
o racional (córtex cerebral, a parte cinzenta do cérebro)
e o emocional (dentro/ou embaixo deste, conectado à espinha,
à memória e às emoções, centro de
nossos significados e escolhas emocionais). Muitas vezes a dificuldade
do aluno às vésperas do vestibular é que o cérebro
emocional o leva a decidir por artes plásticas, mas a mente racional
lhe diz que ele vai ficar mais rico fazendo administração.
Quando pratica relaxamento continuamente, a capacidade de tomar decisões
aumenta porque o jovem fica mais conectado com sua essência, com
seu self, com sua intuição. Ao praticar o relaxamento,
o jovem aumenta sua capacidade de decidir e relaxa para as provas ao
mesmo tempo.
Outra forma
de se preparar é praticar exercícios físicos regulares,
preferencialmente aeróbicos, que produzem a liberação
de endorfinas (calmantes naturais) e de adrenalina (que estimula a liberação
da acetilcolina, que é uma substância que favorece as ligações
dos neurônios entre si). Praticantes de esportes têm até
uma memória melhor, relaxam naturalmente, domem melhor e são
mais saudáveis. A combinação dos dois métodos
é fabulosa.
Como
fazer um relaxamento em poucos minutos?
Apagar
ou diminuir a luz da sala e colocar uma música relaxante e, de
preferência, sem letra, para não ativar demais o lado racional.
Sentar confortavelmente, sem deixar a cabeça sobre as mãos,
e fechar os olhos, respirando profundamente por dois a três minutos.
Depois, concentrar-se nos batimentos cardíacos, imaginando que
o coração está se acalmando e se aquecendo. Isso
dura cerca de quatro minutos. O passo seguinte é ir sentindo
cada parte do corpo, da cabeça aos pés como se estivesse
derretendo, como se fosse um sorvete derretendo aos poucos, soltando
no chão, ou na cadeira. Na última etapa, visualizar algo
que lembre contentamento ou gratidão. Pode ser uma cena de algo
de bom que alguém lhe fez, um beijo de amor recebido, o animal
de estimação, um dia bom, ou uma expressão de carinho
de uma pessoa querida. Essas imagens que envolvem cenas de alegria emocional
passam a sensação de que a vida é boa, positiva,
receptiva. Isso ajuda muito a relaxar.
O
que os pais podem fazer para ajudar os filhos?
Os
pais precisam desmistificar a própria figura profissional diante
dos filhos. Muitos jovens mal sabem o que os pais fazem! Vale levá-los
ao ambiente profissional e contar como é o seu dia-a-dia. Fora
isso, é importante perguntar as preferências dos filhos
para, juntos, visitarem as universidades que ofereçam os cursos
de que o jovem gosta. Ou então podem ir a uma livraria vasculhar
todo o material disponível sobre o assunto. Há pais que
usam a sua rede de contatos, conferindo amigos e profissionais que possam
falar sobre uma ou outra área. Os pais podem criar uma ponte
que ajude a obter mais informações sobre as opções
profissionais dos filhos, sem tomar a decisão por eles e sem
criar falsas ilusões, ou querer que os filhos realizem seus sonhos
frustrados.
E
quando a família tem um negócio e pressiona o filho a
seguir uma área relacionada a esse patrimônio?
Eu
estimulo os alunos a não negarem essa possibilidade. Sugiro que
passem o mês de férias, por exemplo, fazendo um estágio
no negócio do pai ou da mãe. É bom lembrar que
o fato de o pai ter uma empresa não significa que o filho precise
cursar administração. Ele pode fazer marketing, direito,
algo que falte na estrutura da empresa. Antes de mais nada, o jovem
precisaria se perguntar: eu quero essa vida para mim? Se sim, como eu
poderia ser mais útil a esta empresa? Em muitos casos, vale a
dica: trabalhar fora da empresa dos pais primeiro, para ganhar experiência
e maturidade antes e entrar na empresa familiar depois, para ser mais
respeitado e ter a auto-estima preservada. É duro carregar a
idéia de que ele está lá apenas por ser o filho
do dono e não um profissional capaz.
O
que fazer quando não se tem interesse específico ou há
várias áreas de interesse?
Antes
de mais nada, vamos deixar claro uma coisa: isso não é
imaturidade, erro ou incoerência. Podemos sim gostar de muitas
coisas. Nós somos múltiplos. Assim como podemos apreciar
batata frita e macarrão, podemos nos entusiasmar com odontologia
e relações públicas. Para uma boa decisão
vale a pena aliar a emoção, aquilo de que se gosta, com
a razão, os dados da realidade. Não dá para idealizar
uma profissão, achar que vai ter ganhos astronômicos numa
carreira cujo cotidiano não tem nada a ver com a pessoa. Ele
dificilmente vai prosperar. E mesmo que se chegue lá financeiramente,
de que isso adiantará, se for para pagar com a própria
infelicidade?
Se
eu não tenho a menor idéia do que eu gosto posso começar
a ler sobre todas as profissões que existem, fazer uma pesquisa
sem preconceitos, para levantar informações apenas e respeitar
o meu tempo de escolha. Muitas vezes não é que o jovem
não saiba o que quer, é que ele tem medo de assumir uma
escolha e se dar mal, ou não sabe o nome da profissão
que contemple o que ele espera do futuro. Há ainda casos de jovens
que não têm mesmo o perfil das profissões universitárias
e devem fazer diversos cursos técnicos ou tecnológicos.
Outros preferem o comércio. Há espaço para todos
no mundo e é melhor assumir o peso da dúvida do que se
livrar deste com falsas ilusões.
Ou
seja, é fundamental haver união entre emoção
e razão, intuição e realidade, corpo e mente.
Qual
o perfil dos melhores alunos no vestibular?
As
pesquisas nacionais indicam que os jovens que têm hábito
de estudar, com hora, local e um sistema regular; que têm uma
boa vida pessoal e vivem em paz com eles mesmos; que buscam uma boa
vida cultural, ou seja, lêem livros, jornais e revistas de diversos
temas além dos indicados pela escola, que vão ao teatro,
ao cinema e que mantêm um hobby, ou uma atividade que lhes traga
prazer e os relaxe, passam com muito mais segurança por esta
fase.
Sites
e endereços úteis:
www.teenageronline.com.br
- eventos informativos sobre profissões.
www.ciee.org.br
- cursos extracurriculares.
www.tem.gov.br
(link CBO) – descrição de todas as 2.422 ocupações
atuais.
www.inep.gov.br
- site do provão, com as classificações das universidades.
www.fraiman.com.br
– dúvidas gerais e contato com Prof. Leo Fraiman.
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