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2006
é o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação
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PROJETO "Desertificação: Resultado da Degradação Ambiental"
1.
Apresentação - Declaração da ONU
2. Objetivos Gerais
3. Desenvolvimento / Conteúdo
4. Desenvolvimento / Atividades
Dia Mundial de Combate à Desertificação - 17 de junho
1. Apresentação - Declaração da ONU
“A CADA MINUTO, 12 HECTARES DE TERRA VIRAM DESERTO NO MUNDO...”
A terra está cada vez mais ameaçada: efeito estufa, buracos na camada de ozônio... Para piorar, o deserto avança, as terras empobrecem e ficam improdutivas. Mais de 5 bilhões de hectares, em mais de cem países, são afetados direta ou indiretamente com essa degradação do solo, a chamada doença da terra. Nessas áreas suscetíveis à desertificação e à seca, vivem atualmente cerca de 900 milhões de pessoas e, destas, perto de 200 milhões já estão afetadas por esse processo.
O
fenômeno se expande rapidamente em todo o mundo e é necessário
seu combate e sua prevenção.
Entre os problemas causados, estão:
— a redução na produção de alimentos;
— o aumento da pobreza;
— a migração das populações afetadas.
A amplitude do problema e a sua urgência levaram a Assembléia Geral da ONU a proclamar (resolução 58/211) 2006 ANO INTERNACIONAL DOS DESERTOS E DA DESERTIFICAÇÃO, como forma de envolver os países na necessidade de medidas concretas e de sensibilizar a opinião pública para a gravidade desse fenômeno.
O Colégio Augusto Laranja, como escola-membro do Programa de Escolas Associadas à UNESCO (PEA-UNESCO), se integra mais uma vez nessa parceria e desenvolve o projeto Desertificação: resultado da degradação ambiental.
O projeto se justifica pela gravidade do problema e pela necessidade de conscientizar alunos, professores e toda a comunidade educativa acerca das causas e conseqüências da desertificação, proporcionando-lhes conhecimentos científicos para que seja melhor compreendido o valor do recurso terra e dos escassos recursos hídricos das áreas afetadas por esse fenômeno.
2. Objetivos Gerais
Pretendemos possibilitar ao aluno:
•
desenvolver e aumentar a consciência para a questão da desertificação
e seca no Brasil e no mundo;
• adquirir conhecimentos científicos e informações
sobre causas e conseqüências desse fenômeno;
• reconhecer que a desertificação e a seca afetam o desenvolvimento
sustentável devido a suas relações com problemas de natureza
econômica e social, tais como a pobreza, a saúde e a nutrição
deficientes;
• destacar o papel fundamental que os governos e, em especial, as organizações
não-governamentais e outros importantes grupos têm nos programas
de combate à desertificação e mitigação
dos efeitos da seca, bem como a participação popular na formulação
e execução desses programas.
3. Desenvolvimento / Conteúdo
1-
Conhecer e entender o significado de conceitos, processos, fenômenos
Tais como: deserto; desertificação; área de desertificação;
área suscetível de desertificação; tipos de degradação
da terra; seca; zonas áridas, semi-áridas e subúmidas
secas; entre outros.
2- Reconhecer e identificar as causas e as conseqüências
do processo de desertificação:
– causas de origens naturais – variações
climáticas, como as secas prolongadas,
a escassez de chuva;
– causas produzidas pela atividade humana
• superutilização do solo para plantações
(sem descanso e sem técnicas de conservação)
e para o pasto de animais;
• desmatamento em áreas com vegetação nativa, em
áreas de preservação ambiental,
em margens de rios;
• formas inapropriadas de irrigação, provocando a salinização
dos solos;
• queimadas nas florestas;
• mineração;
• uso excessivo de agrotóxicos.
– conseqüências – a “doença
da terra”:
• ambientais: redução das áreas
cultiváveis; diminuição considerável da capacidade
produtiva das áreas afetadas; redução significativa da
disponibilidade de recursos hídricos; aumento da poluição
dos rios e atmosférica e aumento da areia nas áreas produtivas;
perda de biodiversidade;
• sociais e econômicas – o abandono das terras por parte
da população e migração
para as áreas urbanas (agravando os problemas já existentes:
transporte, habitação, saneamento básico, emprego etc.);
desestruturação das famílias com o êxodo; crescimento
da pobreza; comprometimento da produção alimentícia e
aumento da demanda por alimentos; queda na produção e produtividade
agrícola com perdas econômicas.
3-
Conhecer e caracterizar o deserto:
– processo de formação das paisagens desérticas
– características gerais
– tipos de deserto - quentes e frios; os principais desertos
do mundo e sua localização geográfica.
– formas de ocupação humana - povos nômades
(berberes, tuaregues, beduínos)
– curiosidades sobre os desertos: as miragens —
fenômeno ótico que pode fazer parecer
que há água onde não tem;
– as areias viajantes - tempestades de areia que atravessam
oceanos.
– camelos e dromedários - mamíferos bem
adaptados às regiões desérticas.
4-
.Estar informado sobre a gravidade do problema da desertificação
como uma ameaça global:
– a desertificação representando uma ameaça
crescente para o mundo- 41% do território
do planeta é composto de regiões áridas.
– o avanço dos desertos: as áreas degradadas
podem ser recuperadas? A experiência de alguns
países, como Israel, Estados Unidos e Marrocos, que conseguiram transformar
regiões desérticas em grandes pólos de agricultura, tecnologia
e entretenimento.
– as regiões do mundo afetadas pela desertificação
5-
Conhecer, estudar a situação e perspectivas dos problemas da
desertificação no cenário brasileiro
– solos brasileiros - áreas suscetíveis à
desertificação encontram-se em maior escala nos
estados do nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande
do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia), norte de
Minas Gerais e do Espírito Santo;
– áreas afetadas de forma muito grave, com intensa degradação:
Gilbués (Piauí); Irauçuba (Ceará); Seridó
(Rio Grande do Norte) e Cabrobó (Pernambuco);
– as ações e diretrizes do governo brasileiro
para o combate e a prevenção da desertificação
nas regiões brasileiras com clima semi-árido e subúmido
seco — o PAN-Brasil, Programa de Ação Nacional de Combate
à Desertificação e Mitigação dos Efeitos
da Seca;
– a transposição das águas do rio São
Francisco para o abastecimento de pequenos rios e açudes do
nordeste semi-árido. As opiniões favoráveis e contrárias
ao projeto do governo brasileiro de transposição do São
Francisco;
– o rio São Francisco - o maior rio totalmente
brasileiro: sua vida, sua gente, sua história.
6- Aprofundar a leitura e interpretação de mapas, gráficos, tabelas e dados numéricos.
7- Trabalhar em equipe com compromisso pessoal e capacidade de refletir sobre o assunto em pauta.
4. Desenvolvimento / Atividades
Pesquisas
Palestras, debates e entrevistas com profissionais (geólogos, agrônomos, ambientalistas etc.) sobre os graves problemas ambientais decorrentes da desertificação, o uso correto do solo, a transposição das águas do Rio São Francisco, entre outros.
Leitura e interpretação de mapas, tabelas e gráficos.
Leitura de livros, tais como: “Os sertões”, de Euclides da Cunha e “O Quinze”, de Raquel de Queiroz, que descrevem as terras tórridas do nordeste brasileiro e evidenciam a importância do combate à desertificação para o desenvolvimento sócio-econômico dessa região.
Painel com o tema “Transposição das águas do rio São Francisco: SOLUÇÃO ou PROBLEMA?, reunindo personalidades e especialistas com pontos de vista diferentes a respeito desse projeto proposto pelo governo brasileiro, visando esclarecimentos sobre o impacto ambiental e as implicações decorrentes da realização da obra. Público-alvo: alunos a partir da 8ª Série, pais de alunos, funcionários do Colégio e convidados.
Assistência de filmes e documentários ecológicos
que mostram as paisagens naturais e humanas, mitos, músicas da região
do rio São Francisco, tais como:
• “Espelho d’água - uma viagem no rio São
Francisco” (2004);
• “Deus é brasileiro” - a paisagem do rio São
Francisco de Alagoas ao Tocantins;
• “Na veia do rio” - documentário que retrata a vida
da população ribeirinha do São Francisco;
• “O rio das mulheres - pelo olhar de Ivaneide” - documentário
que mostra o olhar feminino sobre
o rio São Francisco.
Assistência de filmes e documentários que mostram paisagens desérticas, como “O vôo da Fênix”, sobre uma forte tempestade de areia que faz um avião cair no deserto de Gobi.
Produção de textos sobre o problema da desertificação e as possibilidades de convivência com o semi-árido, para serem divulgados em murais, site do Colégio, jornais escolares, entre outros.
Confecção de maquetes, miniaturas, cartazes reproduzindo paisagens naturais (desérticas, rurais etc.), embarcações e carrancas do rio São Francisco, entre outros.
Apreciação e reprodução (releitura) de obras de arte relacionadas ao tema, utilizando diversas linguagens: pintura, escultura, desenho, cerâmica, fotografia etc., incluindo a contextualização da vida do artista e de sua obra.
Produção de material de divulgação, como panfletos, jornais, cartazes, “folders”, para distribuição à comunidade em geral, visando conscientizar a população dos graves problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes da desertificação, do despovoamento das áreas rurais e do avanço dos desertos.
O coroamento dos trabalhos será no evento cultural do Colégio Livros & Algo Mais, com a participação de toda a comunidade escolar e convidados (personalidades ligadas ao meio ambiente, agrônomos, geólogos, entre outros).