Inspirações artísticas de um jovem talento
Felipe Corcione - aluno da 3ª Série do Ensino Médio - é destaque em concurso de artes visuais, promovido pelo Centre pour L´UNESCO Louis François ,com o tema “Graines d'artistes du monde entier- Terra, Ar, Água, Fogo... Vida”.
Artistas, Professores de Artes e pessoas de diferentes áreas formaram o júri. Eles se encontraram no dia 26 de março e elegeram 100 vencedores entre 2.100 criações de todo o mundo.
Felipe, com todo seu encanto e talento, recebeu o valioso 14º lugar no concurso e mostrou que a arte pode ultrapassar fronteiras, quando se produz algo com paixão e criatividade.
Veja o que esse jovem artista fala sobre vida, arte e influências criativas.
Há uma definição para a arte?
O conceito de arte, como todos sabem, é muito abrangente. O julgamento do que é belo ou feio é muito subjetivo. Cada pessoa vê algo a sua maneira. Para mim, o entendimento da arte deve está inserido num contexto social, político e histórico. A arte deve ser contextualizada.
Que autores e artistas te inspiram?
Minhas referências são mais em obras do que propriamente em artistas. Mas um artista bem interessante, a meu ver, é o pintor e fotógrafo inglês Henry Scott Tuke. Ele trabalha com traçados leves e é, principalmente, reconhecido por retratar a figura masculina. Há também uma obra maravilhosa exposta no MASP, intitulada Moema do artista Victor Meirelles.
O que te influencia a criar? Como é o seu processo de criação?
O artista tem que ser mutável. Ele está à frente do seu tempo. Faço muita pesquisa, viajo, vou a lugares. No momento, tenho me interessado bastante pelo homem e sua relação espiritual com a Terra, com a natureza. É um resgate às raízes, ao lado sagrado do ser humano.
Onde você percebe a beleza, nos objetos ou nas pessoas?
Gosto muito do trabalho com o corpo humano, com suas curvas, formas e sombras. O corpo humano é complexo e cheio de possibilidades para trabalhar.
Confira alguns momentos de criação de Felipe