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Escolas cortam frituras e ampliam oferta de alimentos saudáveis nas cantinas.
Alunas da 2ª série do ensino fundamental do Colégio Augusto
Laranja, as amigas Letícia Presti, de 8 anos, Lívia Machado,
de 8, e Natalie Colombo, de 7, adoram a combinação pizza, batata
frita e Coca-Cola para matar a fome na hora do recreio. No que depender da
escola, porém, as guloseimas ultracalóricas ficarão para
outro horário. Lá, a ordem é destacar alimentos saudáveis,
como frutas, no balcão da cantina. Batatinhas e nuggets de frango ficam
mais ao fundo, bem longe dos olhinhos gulosos das crianças. Adaptadas
aos novos tempos, as meninas já nem se queixam tanto do novo cardápio.
“A baguete recheada com alface e peito de peru é ótima”,
diz Letícia. “Tudo bem tomar refrigerante só de vez em
quando. Na minha casa já é assim”, concorda Natalie. “Adoro
manga”, afirma Lívia. O Augusto Laranja não está
sozinho. Em várias escolas paulistanas, vigora uma campanha contra
doces, frituras e salgadinhos industrializados. Os diretores não estão
preocupados à toa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), 22% dos moradores da Região Sudeste entre
10 e 19 anos têm excesso de peso (contra 16,7% da média nacional).