De olho em ídolos como Kaká e Ronaldinho Gaúcho, crianças brasileiras convertem-se em torcedores globalizados e adotam times estrangeiros, em especial os europeus, como o segundo do coração.
Da “turma
da bola” do Colégio Augusto Laranja, uma escola particular de
Moema, zona sul de São Paulo, Matheus Maricelli, 10, torce pelo Milan
e sonha em ser estrela do time: “Quero começar jogando no Brasil
e depois ir para a Europa. De lá só volto com uma boa oferta”.
Depois de esbarrar com Ronaldinho Gaúcho em um hall de hotel no Guarujá,
Almir de Menezes Augusto Laranja, 10, passou a torcer pelo Barcelona. Enquanto
o brasileiro estiver por lá. Se o atleta trocar de equipe, Almir já
avisou que também muda de camisa. Bruna Acras Grecco, 10, concorda.
Ela integra a torcida do Kaká, onde quer que ele esteja. “Torço
pelo time que tem o melhor jogador do mundo”, diz ela, que divide com
os primos uma camisa do time italiano. Eles fazem uma espécie de escala
para uso do uniforme, que custa de R$ 130 a R$ 200.