Em Presença na Mídia
Vereadores
por um dia
Fonte: Veja SP, 26/11/08
Adolescentes
de 55 escolas apresentam na Câmara Municipal idéias que eles
gostariam de ver transformadas em leis
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| Kauan Dantas, Átila Cruz, Mariane Teotonio, Emmanuel Pereira e Jonas Rosa (da esq. para a dir.): pouca idade, boas sugestões |
Há
cerca de um mês, o estudante Jonas Rosa, de 15 anos,
aluno do 9º ano (antiga 8ª série) do Colégio
Augusto Laranja, teve uma boa idéia para melhorar a vida
dos deficientes físicos paulistanos. Ao perceber a dificuldade dos
surdos em pedir informações nas estações de
metrô, ele se questionou se não deveria haver ali alguém
que soubesse a Língua Brasileira de Sinais para ajudá-los.
Decidiu, então, botar a mão na massa. Com a ajuda de três
colegas, formulou um projeto de lei que obriga ao treinamento de funcionários
públicos para se comunicar com surdos e mudos. Metrô, trens,
centrais de informações e outras áreas de grande fluxo
de pessoas seriam afetados pela iniciativa. "A estrutura da cidade,
com suas calçadas esburacadas, não é pensada para os
deficientes", afirma ele, numa demonstração de cidadania
(e de português formal) que não é lá muito comum
para alguém de sua idade. "Essa parcela da sociedade precisa
de mais atenção."
O projeto de lei foi apresentado por Jonas na sétima edição
do Parlamento Jovem, no último dia 14. No evento anual, 55 alunos
do 6º ao 9º ano mostram planos para melhorar São Paulo.
Reúnem-se na Câmara Municipal, como se fossem vereadores. Desta
vez, 120 escolas se inscreveram para participar. Cinco vereadores –
os adultos – selecionaram as 55 melhores sugestões (41 de colégios
particulares e catorze de públicos), defendidas pela moçada
no plenário. "O objetivo é politizar os jovens",
diz o vereador José Farhat (PTB), criador do encontro. "Mas,
às vezes, dá para aproveitar algumas das idéias."
A de Jonas foi adotada pela vereadora Mara Gabrilli (PSDB), tetraplégica,
que tem como bandeira a defesa dos interesses de deficientes físicos.
"Não sei como não pensei nisso antes", elogia Mara.
"Vou protocolar a iniciativa assim que acertar alguns detalhes, como
o foco no âmbito municipal, sem incluir o metrô, por exemplo."
Confira a seguir cinco propostas que surgiram no encontro.
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Jonas
Rosa, 15 anos, 9º ano do Colégio Augusto Laranja Problema: a dificuldade de surdos e mudos para se comunicar em locais públicos Solução: ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) a funcionários da prefeitura "Os deficientes físicos precisam viver com dignidade. É necessário adaptar serviços e lugares para recebê-los" |