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Augusto Laranja no Jornal da Gazeta de 19/6

Vários alunos da 3ª Série Fundamental expressaram o talento de “locutores esportivos” e narraram, para o Jornal da Gazeta de 19 de junho, os gols do Brasil na vitória de 2x0 sobre a Austrália (jogo de 18/6). A grande animação das crianças pontuou todo o programa!

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Trocar ou não de escola?
Fonte: Jornal da Tarde, 19/6/2006, caderno Sua Vida-Educação

Meio do ano - Alunos e pais devem chegar a acordo sobre mudança de colégio no segundo semestre

As férias escolares de julho estão chegando e muitos alunos já começaram os preparativos para o merecido descanso. Viagens, brincadeiras e aventuras entram para os planos de quem quer folga da lição de casa e das provas. Mas se essa é a temporada da procura por passeios divertidos, é também nesse período que os imprevistos podem aparecer. Com quase seis meses completos desde o início das aulas, às vezes a dúvida de mudar o filho de escola bate na porta da casa dos pais.
Os motivos para a vontade da mudança de colégio são variados. Transferência de cidade, insatisfação com o método de ensino ou até medo de repetir de ano. No caso do aluno Gabriel Novais, de 17 anos, o que despertou a idéia de ir para uma nova escola foi a aproximação do temido vestibular.
“Meus pais estavam muito preocupados com o meu desempenho no processo seletivo das universidades. Eu também achava que poderia me sair mal, porque estudava em uma instituição muito fraca. Ainda assim, fiquei com receio. No final das contas, topei trocar de escola mesmo com as aulas já começadas”, contou.
A insegurança não surge à toa. De acordo com o diretor do colégio Augusto Laranja, Almir Laranja, é sempre um pouco complicado esse processo, principalmente quando se realiza no meio do ano. “Não acredito que essa seja a melhor opção. Sempre traz algum tipo de problema de relação acadêmica. Os currículos escolares quase sempre são diferentes e a adaptação pode ficar comprometida para o novo aluno”, afirmou o diretor da escola que fica em Moema, Zona Sul da Capital.
A orientadora pedagógica da Escola Aplicada de Educação da USP, Luciana Sedano de Souza, também alerta que é bom pensar mais de duas vezes antes de optar pela mudança. “O conselho é que os pais esgotem todas as possibilidades para então tomar alguma atitude. Conversar com os professores, orientadores, diretores e com o próprio filho. É muito importante que os ciclos de estudos sejam fechados. O ideal é que a troca de colégio no meio do ano letivo seja a última alternativa”, afirmou a orientadora.
Mas se mesmo depois de refletir bastante, a decisão for pela mudança no meio do ano, há muitas maneiras de facilitar a troca. O diretor Almir orienta que a conversa em família sempre reduz as chances de complicações. “Pais e filhos que chegam na escola com a mesma linha de pensamento são bem-sucedidos. Por parte da nova escola, é imprescindível também que haja um processo de entrevista, uma avaliação acadêmica e a possibilidade de mostrar tudo que a instituição pode oferecer ao novo aluno. Isso evita surpresas e descontentamentos futuros”, falou Laranja.
A mãe de Gabriel Novais, Paula Ferreira Novais, ficou muito ansiosa quando a proposta de mudar surgiu. Hoje, ela está convencida de que foi a melhor idéia para o filho. “Pensei que seria um transtorno, porém não foi um bicho de sete cabeças. O Gabriel chegou no novo colégio em maio, precisou fazer umas aulas de reforço, mas agora está completamente adaptado. Estou totalmente satisfeita. A gente tem que pensar no futuro deles.”
No caso de crianças menores, os pais é que decidem a troca, mas recomenda-se fazer uma espécie de despedida, mostrar à criança que ela não vai perder os amigos, e sim conhecer pessoas novas.
Outra dica para quem vai mudar de colégio agora em julho é organizar os documentos. “Normalmente, a nova escola exige o certificado de transferência, o histórico escolar do aluno e documentos pessoais, como certidão de nascimento e identidade”, alertou Almir Laranja.
Além disso, é bom conversar com pais de outros estudantes da nova instituição, verificar as possibilidades e horários do transporte escolar e providenciar o material recomendado para utilizar na sala.

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