Presença na mídia
Artigos de orientação
Presença na mídia
SAIBA MAIS
REPORTAGENS
 

Incentivo à leitura
Fonte: site "Ao Mestre com Carinho", 20/10/03
http://www.aomestrecomcarinho.com.br/eca/eca.htm

Colégio Augusto Laranja - Aumento de desempenho dos alunos com a lousa Smart Board
Fonte: Scheinerp Solutions

Crianças vão ser vereadores
Fonte: Folhinha, 30/11/02

Orientação
Papel dos pais na vida dos filhos muda na pré-adolescência.
Fonte: Revista da Folha, 17/11/02.
O voto das bases
Crianças simulam o processo eleitoral e aprendem o valor de fazer escolhas
Fonte: Revista Crescer - Out/02
Reportagem especial
Internet se populariza nas escolas e estudantes produzem seus próprios sites
Fonte: Folha Educação, agosto/setembro de 2002
Bate-papo profissional
Novas descobertas ampliam mercado de trabalho
Fonte: Jornal da Tarde - 09/9/02

Bate-papo profissional: Moda, um curso que está na moda
A aluna Carolina Moraes, da 3ª série do Ensino Médio - unidade Moema - entrevista o estilista Caio Gobbi.
Fonte: Jornal da Tarde - 12/8/02

Notícias da solteira
Jornalista Ana Paula Padrão fala aos alunos de 3ª série
Fonte: Veja São Paulo - 14/4/02
O gosto dos baixinhos
Se já não é fácil controlar a alimentação da garotada em casa, pior ainda na cantina do colégio, onde o gostoso é comer mal.
Fonte: Revista da Folha, 17/02/2002

Educação - Recado de criança
Eles assumem a lição de casa. A chata e a gostosa de fazer. Dizem que quem não faz demora a aprender.
Fonte: Revista Crescer – fevereiro 2002

Informática ajuda, mas não resolve
Fonte: O Estado de S.Paulo
30 de janeiro 2002, Especial Volta às aulas.

 

 

 

 

 


Incentivo à leitura

Fonte: site "Ao Mestre com Carinho", 20/10/03
http://www.aomestrecomcarinho.com.br/eca/eca.htm


Projeto de incentivo à leitura oferecido pelo Colégio Augusto Laranja colaborou para o aumento em 85% de empréstimos na biblioteca, por parte das crianças de 1ª a 4ª série. O projeto culminará com a apresentação, no dia 29 de outubro, para pais e familiares, de uma performance interativa do livro "A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos", na livraria Casa de Livros, localizada no bairro de Santo Amaro, SP. Além disso, durante toda a semana ficará exposta uma vitrine elaborada e decorada pelos estudantes, contando a história da bruxa. A idéia é incentivar visitas a bibliotecas, o gosto pelos livros e transformação deste gosto em outras formas de arte. O projeto de incentivo à leitura começa já no maternal e vem presentando excelentes resultados. Na primeira série, por exemplo, as crianças elaboram um livro de brincadeiras infantis. Mais informações sobre como o projeto está se desenvolvendo podem ser obtidas pelo fone (11)5041.4433, com Mariluce Lourenço.

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Casos de Sucesso

COLÉGIO AUGUSTO LARANJA
Aumento de desempenho
dos alunos com a lousa Smart Board

Aula de Física com o professor Francisco Amâncio Mendes na
sala high tech na unidade moema.
Para aprimorar seu método de ensino e aumentar a produtividade dos alunos, o Colégio Augusto Laranja resolveu investir na implementação de tecnologias que facilitassem a preparação de material didático e exposição do professor. Para tanto, em 2001, a escola criou a sala high tech, uma espécie de auditório com computador, projetor multimídia, lousa interativa SMART Board, e uma câmera de captura, o Samsung Vídeo Presenter e toda a infraestrutura necessária para a realização de aulas dinâmicas e que exigem mais recursos para a explicação das disciplinas.

Normalmente, ela é utilizada por todos os professores, principalmente nas aulas de Biologia e Química, que exigem a utilização de imagens para o entendimento da matéria. Mas, segundo a diretora de Informática do colégio, Jânia do Valle, com o auxílio do Vídeo Presenter, disciplinas como História e Português também são muito produtivas nas salas high tech. “Basta o professor selecionar um texto ou mapa a ser estudado, colocar o conteúdo no Samsung Vídeo Presenter e projetar sobre a SMART Board, que todos os alunos poderão visualizar e analisar o material ao mesmo tempo. O que torna a aula mais dinâmica e interessantes”, explica Jânia, que também não deixou de mencionar os benefícios para as demais disciplinas. “Nas aulas de laboratório de Biologia, por exemplo, antes era preciso que todos os alunos analisassem uma experiência individualmente pelo microscópio. Agora, com o Samsung Vídeo Presenter, o professor pode ampliar a lâmina, com a imagem projetada sobre a superfície da SMART Board fazer anotações em cima da imagem e explicar todos os passos com mais precisão para os alunos”, diz.
“Basta o professor selecionar um texto ou mapa a ser estudado, colocar o conteúdo no Samsung Video Presenter e projetar sobre a SMART Board, que todos os alunos poderão visualizar e analisar o material ao mesmo tempo. O que torna a aula mais dinâmica e interessante”
explica Jânia
A diretora conta que o entusiasmo dos professores foi tanto, que um professor de matemática chegou a apontar estatisticamente que o conteúdo de uma matéria dada em uma aula ministrada na sala high tech eqüivalia a uma aula e meia da realizada na sala convencional. “Eu achei muito interessante esta avaliação justamente por se tratar de um professor de matemática que gostava muito de estatística. Depois de um ano comparando as aulas nas duas salas ele chegou com este resultado. Um dos pontos que ele mais ressaltou foi o aumento do desempenho do aluno, que passou a entender mais com as explicações na sala high tech e o crescimento do volume de matérias ministradas o ano”, comenta Jânia. 
O Colégio Augusto Laranja têm três unidades de ensino: Campo Belo, para educação infantil; Moema, para alunos da 1ª série ao ensino médio, e Aeroporto, que atende desde a educação infantil ao ensino médio. De acordo com Jânia, todos os estágios de ensino utilizam a sala high tech. Até mesmo os pequenos. “Eles adoram quando as aulas acontecem na sala high tech. Principalmente por causa da projeção de figuras e vídeos, que podem ser interagidos pelo professor”, diz.

Para ela, uma das qualidades da integração da SMART Board, com o Samsung Vídeo Presenter e o Projetor é a possibilidade do professor poder utilizar mídias analógicas como transparências, fotos, slides para ministrar suas aulas e estes recursos instântaneamente tornarem-se conteúdos digitais que podem ser manipulados e disponilizados no servidor da escola ou Internet. “Nós já demos treinamento para todos os professores e agora estamos preparando um novo treinamento para os professores da 1ª à 4ª série para que eles conheçam em detalhe todos os recursos que a SMART Board disponibiliza. Embora todos utilizem a SMART Board com freqüência, alguns ainda não aproveitam por completo aplicações simples que ajudarão muito o seu trabalho”, explica a diretora.
 “Eles adoram quando as aulas acontecem na sala high tech. Principalmente por causa da projeção de figuras e vídeos, que podem ser interagidos pelo professor” 

Solução implantada:

Unidade Aeroporto: Uma sala com lousa interativa SMART Board 580, projetor Infocus LP-340 e Vídeo Presenter SVP-5200 com adaptador para microscópio. Sala com mesas projetadas pela Scheiner, próprias para a instalação do sistema Robotel, que deverá ser feita no futuro.

Unidade Moema: Sala com lousa interativa SMART Board 580, projetor Infocus LP-340 e Vídeo Presenter SVP-5200 com adaptador para microscópio.

Web site: http://www.augustolaranja.com.br/

E-mail: colegio@augustolaranja.com.br

Endereços:

Unidade Moema
Rua dos Charés, 205 - São Paulo - SP
Telefone: 11 5041 4433

Unidade Aeroporto
Rua Palestina 474 - São Paulo - SP
Telefone: 11 5564 7822

Unidade Campo Belo
Rua Vieira de Moraes, 231 - São Paulo - SP
Telefone: 11 5542 9422

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Recuperação exige que aluno saiba estudar

Fonte: Folha de S.Paulo - Cotidiano - 08/12/02

Se o aluno chegou ao fim do ano e descobriu que vai ficar de recuperação, a recomendação de educadores não é só estudar. Ele vai ter é de aprender a aprender.
Na opinião de especialistas, esse é um dos grandes nós do desempenho escolar. Os alunos que vão mal geralmente não têm método para absorver conhecimentos.
Pais e estudantes devem concentrar-se agora em tentar escapar da reprovação. Bem-sucedidos ou não, logo depois do sufoco do fim do ano devem planejar como estudar em 2003 para não passar por tudo isso de novo.
A primeira providência é procurar o professor e o orientador educacional da escola para avaliar os pontos fracos do aluno e estabelecer um plano de estudos.
A recomendação é da professora Marisa Taniguti, diretora da escola Mariza, de aulas particulares, em São Paulo, que diz atender a 2.000 alunos por ano e está no ramo há 30 anos.
O roteiro deve ter orientações claras sobre como aprender em cada disciplinam, concentrando-se nos pontos principais. A essa altura, não dá para estudar todo o programa do curso.
Organizar-se nessa etapa é fundamental. Não adianta ficar trancado três horas no quarto se não souber como estudar.
"Os alunos precisam aprender a aprender, a fazer anotações em classe, a rever matérias, a se organizar e a ter disciplina acadêmica", diz a professora Taniguti.
"Para aprender matemática, é preciso fazer exercícios, não adianta ler. Para estudar história, tem de grifar trechos, reler", afirma Mariluce Lourenço, diretora do ensino fundamental do Colégio Augusto Laranja (unidade Moema, zona sul de São Paulo).
Os educadores recomendam estudar até duas horas por dia em casa. Para relaxar, os alunos devem fazer esporte ou dança.
Mas não se pode exagerar na agenda extracurricular, como é comum acontecer na classe média. Isso atrapalha a dedicação ao estudo. Para Taniguti, além das aulas, o ideal seria freqüentar no máximo um curso de línguas e uma academia de esporte.

Contra o tempo
É difícil fazer uma recuperação concentrada. "Há disciplinas, como física, que são 'homeopáticas'. O aprendizado é seqüencial", afirma Lourenço, para ressaltar os obstáculos de quem ficou para trás no estudo.

 

Família deve acompanhar, não só cobrar

O papel dos pais no desempenho escolar é fundamental, avaliam consultores. O psicoterapeuta Leo Fraiman fez sua dissertação de mestrado sobre o assunto. "Há uma relação direta entre o bom aluno e os pais que cobram responsabilidade."Ele afirma, porém, que o acompanhamento não significa só cobrança, mas apoio e cumplicidade por parte da família.Adolescentes reclamam que os pais estão interessados só na nota. "Isso não é acompanhar o desempenho escolar. Tem de ver o filho como um todo, não como um boletim. A aliança afetiva é o que faz o sucesso de um aluno. Quem estuda por medo sai da escola sem querer aprender", diz Fraiman.Não adianta os pais prestarem atenção ao desempenho dos filhos só no fim do período letivo. "A retenção não acontece tão inesperadamente, de uma hora para outra, é ao longo do ano. Existem sinais", afirma Mariluce Lourenço, do colégio paulistano Augusto Laranja.Os mecanismos para esse acompanhamento variam entre escolas, mas em geral é sempre bom falar com os professores e os coordenadores educacionais. As escolas em geral têm programas de aulas de reforço para os alunos que vão indo mal.

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Crianças vão ser vereadores

Fonte: Folhinha, 30/11/02


A Câmara Municipal de São Paulo realizará pela primeira vez, no dia 6 de dezembro, o Parlamento Jovem Municipal, com estudantes de 5ª a 8ª série de escolas públicas e particulares. A sessão plenária contará com 55 jovens vereadores.
Um dos projetos escolhidos é o de Igor Guedes, 14, do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. Ele propõe um programa de incentivo à preservação do patrimônio histórico, edifícios e espaços públicos antigos que dão a idéia de como era a cidade no passado.

 

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De heróis a estorvo


Papel dos pais na vida dos filhos muda na pré-adolescência, quando a dependência vira motivo de vergonha.

Fonte: Revista da Folha, 17/11/02.


Do alto de seus 11 anos, a estudante Laura Costa Gibin conta o último "mico" que viveu "por causa dos pais". "Estava numa festa que acabava à meia-noite, mas às 22h eles tocaram a campainha. Eu queria morrer, todos os meus amigos ficaram rindo e me chamando de "filhinha de papai", lembra.
Para Laura e todos os seus colegas, ter "vergonha" dos pais nessa fase - a da pré-adolescência - é normal. "Todo mundo tem. Odeio quando estou acompanhada de amigas e minha mãe fica falando bobagens. Ela adora dizer ' Ai, a Laurinha está gostando daquele menino da escola...'."
Quem tem filhos nessa idade sabe que a "vergonha" tem tudo a ver com o medo de fazer papel feio perante a turma. "Acho que isso acontece porque ele quer fazer as coisas sozinho, mostrar que é independente para os amigos", acredita a secretária Margareth Mokarzel,, mãe de Arthur, 11.
O garoto não gosta, por exemplo, de andar no shopping com os pais, mesmo admitindo que "adora" curtir momentos com a família. "Prefiro sair com os meus amigos, para ninguém ficar falando que eu sou criança, que não sei andar sozinho", justifica. As roupas compradas pela mãe também são rechaçadas. Arthur explica: "O meu gosto é melhor que o dela. Queria comprar muitas bermudas longas, 'largadas', mas ela fala que isso é feio".
Aos pais desesperados ou chateados com o repentino afastamento da prole, os especialistas recomendam calma. "Essas atitudes não significam vergonha do pai e da mãe, e sim medo de sentir diminuído por mostrar que ainda é dependente", explica a psicóloga Maria Rita Seixas, 63, professora de terapia familiar da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "É o conflito entre o querer ser adulto e a impossibilidade de deixar de ser criança."
Ela diz que a vergonha começa quando a criança entrando na pré-adolescência - pode variar, mas em geral o quadro se acentua na 5ª série. Meninos e meninas estão igualmente sujeitos às crises. "Isso acontece porque hoje as garotas fazem questão de lutar pela sua autonomia desde cedo", observa.
Laura conta que passou a ter vergonha dos pais quando entrou na 5ª série (o antigo ginásio). "É que a gente começa a ter mais liberdade, acontecem mais festas. Além disso, os meninos ficam mais interessantes", explica. O fator "sexo oposto" é, segundo a psicóloga Maria Rita, um elemento explosivo nessa ruptura. "É quando tudo piora. Os garotos não sabem o que fazer e os pais, menos ainda", diz.
Os pré-adolescentes confirmam: " Acho que a pior coisa é estar com os pais perto do menino de que eu gosto. É horrível, dá vontade de sumir. Acho que ninguém curte esse tipo de situação", fala Laura, cujo objeto de interesse estuda no mesmo colégio, mas é mais velho - está na 7ª série.
Julio Hercowitz, 11, fica desconfortável quando está vestido de "roupas chiques", as preferidas de sua mãe para festas de familiares. "Eu não me sinto bem porque meu estilo é mais largadão. Tenho vergonha de parecer mauricinho para as meninas." Ele não está muito otimista. "Acho que no ano que vem será bem pior", lamenta.
Muitos pais e, principalmente, mães ficam chateados quando percebem o constrangimento dos filhos. "Elas costumam ficar muito mal, querendo saber o que fizeram de errado, preocupadas com os motivos, mas na verdade não há motivo, é típico da faixa etária", afirma Thaís Milano Martin, 36, orientadora educacional do Colégio Augusto Laranja. "Nessa idade, o grupo ganha identidade e importância, e levar os pais para esse meio é destruir essa identidade."
E para solidificá-la, nada melhor do que andar sem a família, demonstrando autonomia e maturidade. Arthur se orgulha de poder passear no shopping com os amigos e de dar voltas a sós com o cachorro, mas lamenta ainda não ter recebido permissão para ir à escola sozinho. "Já pedi muitas vezes, mas acho que minha mãe só vai deixar quando eu fizer 14 anos."
Ser largado na porta do colégio também é desconfortável para ele. "Minha mãe fica lá, parada com o carro, atrapalhando o trânsito, falando 'Filhinho, leva a blusa porque está frio'. Eu viro e retruco: 'Ai, mãe, vai embora, sai daqui'", conta o garoto.
A psicóloga Maria Rita Seixas explica que incentivar o atrito, nesses casos, é pior. "Não dá para proibir que o filho tenha vergonha dos pais, até porque não é realmente vergonha 'deles', e sim de ser dependente. O melhor é conversar e não forçar situações", recomenda.
Mesmo encarando um festiva de caras feias, convém continuar impondo limites. "Essa é a hora de formar valores na criança, que não pode se sentir solta, desvinculada da família. Em alguns momentos, a presença dos pais só a atrapalha, mas é preciso estar presente", completa.
Ela aconselha, por exemplo, não deixar o filho ir sozinho a uma festa de um colega desconhecido. "Diga que você precisa ir para ver como são o ambiente e as pessoas. Agora, é claro que não tem de ficar lá, embaraçando o filho." Afinal, para a garotada, vale o mesmo ditado dos mais velhos: nada de levar bolo em festa.

 

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O voto das bases

Crianças simulam o processo eleitoral e aprendem o valor de fazer escolhas

Fonte: Revista Crescer
Outubro de 2002

Em ano de eleição, todo mundo tem um palpite, gosta de checar uma opinião. Nem criança fica de fora. Felipe Haddad Ribas, 6 anos, chegou em casa com duas perguntas no caderno de 1ª série: o que é votar? Por que votar? Levou as questões para a mãe, o pai e a empregada. Anotou as respostas e concluiu: "Votar é escolher alguém ou alguma coisa para alguma função. É importante votar, porque, se não, não teríamos presidente e regras", definiu no seu caderno.
Felipe fez a lição de casa, mas o trabalho não parou por aí. No Colégio Augusto Laranja, em São Paulo, onde ele estuda, sua pesquisa sobre eleição, feita também com professores e funcionários da escola, transforma-se em gráfico na aula de Matemática, em redação na classe de Português e rende debates. E, além disso, simulação de eleição, com direito a voto eletrônico e título de eleitor. "Não fantasiamos. Eles votam nos candidatos a presidente, e essa é uma oportunidade de aprenderem sobre a importância de fazer escolhas", diz Lercy Piccolotto Pytlik, diretora pedagógica do Ensino Fundamental da instituição.

Ligados no mundo
Em oportunidades como essa, os educadores também comprovam que o ensino vinculado à realidade motiva mais o aluno. "Sabe-se que a falta dessa ligação é a origem da maior parte dos problemas de aprendizagem, do desinteresse e da indisciplina. Quanto mais se abre a escola para o que acontece fora dela, mais se envolvem os alunos", diz a pedagoga Sílvia Gasparian Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Na escola Pitágoras, em Belo Horizonte, crianças pequenas, da educação infantil, já participam do processo eleitoral. Como ainda não lêem, usam cédulas com fotos dos candidatos. Os alunos maiores também escolhem seus representantes de turma. "Aprender a votar é importante. A gente tem de saber se a pessoa não é egoísta, tem coleguismo e oferece boas propostas para o bem de todos. Acho que por isso fui eleita", diz a representante Hannah Ananda Bougleux Gomes, 8 anos.
Democracia com sentido
Na base dessas escolhas, ainda que no plano do faz-de-conta, passa-se para a criança o sentido da democracia. Ela percebe que tem de respeitar a vontade do outro, mesmo que sua opinião seja diferente. Esse aprendizado pode começar cedo, segundo a psicopedagoga Quezia Bombonatto. "A partir de 3 anos, a criança tem condições de fazer esse tipo de escolha. Por exemplo, que brincadeira quer ou quem vai guardar os brinquedos. Sua decisão é instintiva nessa fase, mas já esconde um desejo e, portanto, a experiência do que é bom ou ruim."
Sem derrotismo
Pais descrentes ou insatisfeitos com a economia e política brasileiras devem ter o cuidado de não passar seu pessimismo para o filho. Não é preciso fantasiar as coisas para ele, mas ressaltar, nestes tempos de eleição, a possibilidade de mudança que se oferece e, com isso, a esperança de melhora.

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Reportagem especial - Internet se populariza nas escolas e estudantes produzem seus próprios sites

Fonte: Folha Educação
agosto/setembro de 2002

Na rede, um guia de ecoturismo

"Uma ferramenta que auxilia tanto o aluno quanto o professor em todas as disciplinas e atividades." Assim a Informática é definida por Jânia do Valle, 48, diretora responsável pela área no Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. O conceito pode ser conferido na prática ao se conhecer um dos vários projetos desenvolvidos na escola, como o da 8ª série. Os adolescentes estão criando um site com um Guia Mundial de Ecoturismo, idéia da professora de Filosofia Claudia Leitão, 37. O projeto, que teve início no primeiro bimestre, envolve também a área de Geografia.
O Colégio é filiado à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e todo ano desenvolve trabalhos ligados ao tema escolhido pela entidade - 2002 é o ano do Ecoturismo e das Montanhas. "O Guia é uma forma de unir os estudos de questões geográficas e ambientais com Ética e Cidadania", explica Claudia.
Em fevereiro e março, os alunos trabalharam o tema em sala de aula. Em Filosofia, estudaram cidadania, ética, ecoturismo, conscientização ecológica e aspectos ligados à relação do ser humano com a natureza. Em Geografia, aprenderam conceitos gerais sobre meio ambiente e características geográficas de países e continentes - relevo, hidrografia, vegetação, clima etc. Em abril, iniciaram pesquisas específicas para criar as homepages.
Divididos em duplas, eles escolheram um local a desvendar: montanhas do Himalaia, o Everest, a Patagônia ou as Cataratas do Iguaçu, por exemplo. "Pesquisei sobre o México. Foi muito interessante porque pude conhecer outro país e descobrir coisas importantes sobre ecoturismo", revela Ana Raquel de Sousa, 14.
Sobre o local eleito, era preciso definir o tipo de preservação ambiental, humana e histórica, as características da paisagem, se é área de preservação ambiental, reserva da biosfera ou patrimônio da humanidade, o tipo de economia, se há população vivendo na área e quais suas características. Depois de algumas semanas de atividade, a professora perguntou aos estudantes como todo aquele conteúdo se relacionava com Ética e Cidadania. "Depois de refletir, eles souberam responder o objetivo do trabalho: pensar no dia de amanhã, sobre que planeta vamos deixar para o futuro", relata Claudia.
Na hora de sintetizar o material pesquisado, os alunos se depararam com divergências de informações. "Tem muito lixo na internet. Às vezes você joga o assunto num site de busca e surgem links em que quem escreveu não tem a menor noção sobre o que está falando. A gente precisa selecionar o que lê", afirma Tadeu Silveira Martins Renattini, 14.
Como seus colegas, ele aprendeu a lição: é preciso pesquisar em fontes fidedignas, como sites de jornais, para checar a veracidade dos dados. "Os alunos entenderam que pesquisa na internet não significa apenas copiar e colar. É necessário filtrar as informações e checá-las", lembra Jânia. "É preciso orientar também sobre a necessidade de criar textos pequenos, para facilitar a leitura na tela", completa.
Terminada mais essa etapa, os alunos vão montar o trabalho em Power Point e transformá-lo em linguagem html. Até o fim do ano, o Guia deve estar disponível no site da escola (www.augustolaranja.com.br).


Aqui, o assunto é território brasileiro

Ecoturismo é o tema do ano no Augusto Laranja. Além do Guia Mundial da 8ª série, a escola prepara um Guia Brasileiro. O trabalho abrange todas as turmas de 3ª a 7ª séries, cada uma responsável por uma região brasileira. As duplas de alunos tiveram que escolher uma localidade dentro da região determinada para sua série para pesquisar. Nos trabalhos tinha que constar a localização, população local e flutuante, área, clima e temperatura média, atrativos ecoturísticos, tipo de orientação que o turista recebe ao visitar a área e impacto ambiental da atividade, além de sugestões para preservação e conservação.
As informações foram pesquisadas em livros, jornais e internet. Nem sempre os alunos encontraram com facilidade os dados sobre as áreas escolhidas. A solução foi recorrer a organizações não-governamentais e prefeituras, que foram consultadas por e-mail.
'Os estudantes ficaram bastante entusiasmados quando as respostas desses organismos começaram a chegar. Dessa forma, eles puderam tirar dúvidas e completar suas atividades", conta a diretora Jânia do Valle.
A dinâmica do trabalho foi parecida com a adotada pela 8ª série. Os alunos armazenaram o material de pesquisa em pastas no Word para depois filtrar todas as informações e resumi-las. A diferença é que o resultado não estará disponível no site. Depois de formatados em Power Point, os trabalhos serão gravados em CD-Rom.
O Guia Brasil de Ecoturismo em CD-Rom deve ficar pronto em outubro e será apresentado na feira bienal "Livro e Algo Mais", realizada pela escola. Cada aluno receberá um CD-Rom com o material de todas as séries. Nele, haverá uma introdução com um mapa do Brasil dividido em regiões. De cada uma delas sairão links para todas as áreas pesquisadas.

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Bate-papo profissional
Novas descobertas ampliam mercado de trabalho

Fonte: Jornal da Tarde
Data: 09/9/02

Embora odeie cachorro, tenha medo de gato e ache ruim o cheiro de boi, o veterinário Rodrigo Teixeira, de 35 anos, é um apaixonado pela profissão. Ele trabalha no Zoológico de São Paulo e lida com animais selvagens há 12 anos. Também interessada nos bichos, a estudante do Colégio Augusto Laranja Maria Beatriz Gualberto, de 17 anos, se prepara para encarar o vestibular no final do ano e disputar uma vaga em medicina veterinária. Para tirar as dúvidas da e estudante sobre a profissão, o JT promoveu o encontro entre ela e o veterinário. A propósito, apesar de pouca gente saber, hoje é comemorado o dia do Médico Veterinário.

Maria Beatriz - Como você decidiu ser médico veterinário?
Desde os 15 anos eu já sabia que era isso que queria. No entanto, eu odeio cachorro, tenho medo de gato e acho boi fedido. Sempre quis lidar com animais selvagens.
Como está o campo de trabalho?
O Brasil é o terceiro maior país em biodiversidade. Tem muito campo de trabalho. Estão descobrindo espécies novas de macacos na Amazônia em pleno século 21. Deve ter muito mais bicho para descobrir debaixo daquela mata.

Tem como veterinário não trabalhar diretamente com animal?
Claro. Tem laboratórios para animais, onde atuam de cinco a dez médicos veterinários que não têm contato com o animal. Eles recebem apenas o material biológico, como sangue, urina e biópsia, que vem para análise. Outra possibilidade é trabalhar dentro do laboratório de empresas de chocolate, onde a função é analisar o ph do leite.

Como o estudante pode delimitar até onde vai a biologia, a veterinária ou a zootecnia para que fique mais fácil decidir?
O zootecnista trabalha com produção de animal, inseminação artificial, nutrição animal. O biólogo estuda a biologia do animal, comportamento, alimentação e hábitos do animal. Já o veterinário atua de uma maneira direta com os animais.

Você está satisfeito como veterinário?
Profissionalmente eu sou o cara mais realizado dessa instituição e dessa cidade.


Que dicas você daria para alguém que vai prestar veterinária?
Estudar bastante. Enquanto o médico estuda várias doenças e fatores em uma espécie, o veterinário tem que estudar as mesmas patologias e diversos fatores em várias espécies diferentes. É preciso conhecer intimamente a fisiologia dos grupos de animais, já que de todos é inviável. Tem quatro mil animais e 364 espécies diferentes. É complicado, mas esse é o gostoso da profissão. O meu conselho é estudar bastante, sem se tornar neurótico e aproveitar a graduação para fazer estágio. Se estudar muito, fazer bastante estágios e for persistente, terá grande sucesso na sua vida depois de se formar.


O que você diria para quem está em dúvida se quer fazer veterinária?

O conselho que eu digo é que vá experimentar. Vá até uma clínica veterinária e passe o dia lá observando, vendo como é a prática e conversando com profissionais da área. Quando a pessoa está em dúvida, é melhor ir conhecer de perto para resolver. Eliminando o que a pessoa realmente não gosta e não tem afinidade, já ajuda a decidir.

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Bate-papo profissional: Moda, um curso que está na moda

A aluna Carolina Moraes, da 3ª série do Ensino Médio - unidade Moema - entrevista o estilista Caio Gobbi.

Fonte: Jornal da Tarde
Data: 12/8/02


Aos 27 anos, o estilista Caio Gobbi tem uma carreira profissional invejável. Ele já participou seis vezes da Semana da Moda e estreou este ano no São Paulo Fashion Week. Quando estava no ensino médio começou a se interessar mais pelo assunto e há seis anos foi morar em Londres, porque no Brasil não existiam muitas opções de faculdade.
"Na época, Moda não estava na moda" brinca. Carolina Moraes, de 17 anos, está no 3º ano do ensino médio e sonha em mostrar sua coleção no São Paulo Fashion Week. Ela quer fazer faculdade de Moda. Para acabar com as dúvidas da estudante, o JT a levou para conversar com Caio.

Carolina Moraes - Quando você começou a se interessar por moda?
Caio Gobbi - Eu já gostava de moda, mas há nove anos comecei a me interessar mais pelo assunto. Estava no ensino médio e comecei a freqüentar a Faculdade Santa Marcelina para ver o que acontecia por lá. Na época, a primeira turma da faculdade estava começando e não havia nenhum outro curso. Quando me formei no colégio, fui para Londres fazer um curso sobre isso. Logo depois voltei e comecei a trabalhar. Mas sinto falta de não ter feito uma faculdade porque acho que quem cursa a universidade tem mais opções para o futuro dentro da moda. Você não precisa ser só estilista, pode ser fotógrafo de moda, designer de jóias...

Você sempre teve apoio da sua família?
Meus pais acharam um pouco estranho, mas sabiam que eu gostava da profissão e acabaram me apoiando.

Como você percebeu que tinha vocação?
Sempre quis trabalhar com moda e também sempre fui muito ligado a mudanças, a novidades. Isso me ajudou, e me ajuda, na hora de criar. Mas soube mesmo que tinha alguma vocação quando comecei a vender minhas roupas para os amigos e percebi que eles gostavam do que eu fazia.

Como é o seu dia-a-dia?
É corrido. Você não pode desligar nunca, tem de estar sempre atualizado e saber o que acontece no mundo. E não só na moda, mas na música, no comportamento, nas tendências, na indústria têxtil. Também temos de ser criativos porque nenhuma roupa pode ser parecida com a de outra grife. Trabalho das 7h às 22h todo dia.
Como você escolhe o tema de seu próximo desfile?
Posso ter uma inspiração a qualquer momento. Às vezes você quer ter uma idéia e ela não vem de jeito nenhum. Daí, de repente, ela aparece do nada. No meu último desfile, por exemplo, me inspirei nas aeromoças, porque é um tipo de mulher que eu acho bonita. Não costumo ir atrás de temas absurdos, como pintores do século XVI.


Qual a dica que você daria para quem quer ingressar na faculdade de Moda?
Na moda tudo é muito rápido, temos de estar lendo revistas, vendo desfiles, e, assim, é importante se atualizar. Também acho fundamental estar sempre fazendo cursos sobre o assunto - das novas tecnologias à História da Moda - para descobrir as novidades em todas as áreas e ampliar os conhecimentos.

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Notícias da solteira

Fonte: Veja São Paulo - 14/4/02




Dois anos depois de vir morar em São Paulo, a brasiliense Ana Paula Padrão curte a vida de solteira. Na quarta passada, a jornalista de 36 anos foi dar uma palestra sobre sua profissão no Colégio Augusto Laranja, em Moema, e abriu o coração. "Acordo às 10, leio cinco jornais, assisto à CNN, trabalho onze horas por dia e nos intervalos pego um livro", disse. "Que homem vai querer uma mulher tão ocupada?", perguntou, rindo. "Eu, eu, eu!", assanhou-se, em coro, uma dúzia de imberbes colegiais.

 

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O gosto dos baixinhos

Se já não é fácil controlar a alimentação da garotada em casa, pior ainda na cantina do colégio, onde o gostoso é comer mal.

Fonte: Revista da Folha, 17/02/2002





Da esq. para a dir., Mateus Barbosa, 7, e Leonardo Pereira Stedile, 9, durante aula de culinária na escola


 


Comer bem é comer mal? Para boa parte das crianças e dos adolescentes, sim. Basta reparar no lanche escolar. Seres vestidos de uniforme, que carregam mochilas cheias de cadernos, dificilmente trocam um gorduroso cheeseburger por um sanduíche natural, ou uma coxinha por uma fruta. O velho copo de refrigerante, então, não deixa espaço para um suco natural.
"É fácil ser mãe e saber o que seu filho deve ou não comer. O difícil é convencê-lo a ficar com os alimentos saudáveis", diz Ana Virgínia Lutti, 44, dona de três restaurantes. Para tentar equilibrar a equação lanche escolar = porcarias nada nutritivas, ela proibiu os filhos Guilherme, 11, e Vítor, 8, de comprar comida na cantina do colégio. "Não tem nada saudável para escolher lá, ou alguém já viu uma cantina vendendo frutas? Eles só dão o que a garotada quer", justifica.
De manhã, Ana acorda mais cedo e prepara a lancheira dos dois garotos. O cardápio sempre inclui pão com queijo ou peito de peru, uma fruta ou bolacha sem muito recheio e uma garrafinha de suco.
"Depois de algumas conversas, decidi liberar a cantina apenas na sexta-feira", ela conta. Fã ardoroso de um cachorro-quente com refrigerante, Guilherme torce para que a mãe "amoleça" ainda mais. "Vou começar a jogar futebol à tarde, às quartas e sextas. Então acho que ela vai deixar eu tomar lanche no colégio depois de bater bola", acredita.
Com o caçula, Ana não tem tantas divergências. Vítor não toma refrigerante e dificilmente cria caso para comer salgadinhos, doces ou chicletes. O único problema é que também não demonstra muita simpatia pelas frutas. "Todo dia eu coloco uma fruta na lancheira, e todo dia ela volta. Não dá para obrigar uma criança a comer, mas eu insisto. Quem sabe um dia ele muda de idéia?"
Para a nutricionista infantil Milena Baptista Bueno, mestranda da Faculdade de Saúde Pública da USP, há duas fases de "rebeldia alimentar": a escolar e a da adolescência. Na primeira, que vai até os 11 anos, é mais fácil para os pais terem controle sobre o que o filho come na escola. "Ele ainda leva lanche de casa e não ganha mesada. Já o adolescente tem mais poder de compra, come mais vezes fora de casa, é facilmente influenciado pela mídia e gosta de mostrar que é independente", explica.
Às vésperas de ir para o ensino médio (está na 8ª série), Eduardo Masson Moreton Treacher, 15, já sente prazer comprando e escolhendo sua própria comida. Ele ganha R$ 50 de mesada e emprega parte da quantia na cantina.
"Costumo ir de enroladinho de presunto e queijo e um refrigerante. Não fico me forçando a não comer o que os adultos chamam de 'coisas ruins'", diz.
Milena recomenda que os pais evitem as proibições radicais em ambas as fases. "Se a família proíbe demais, a criança fica 'ouriçada' e, quando chega à adolescência, sua curiosidade vira revolta", alerta. A melhor receita, ela diz, é combinar um bom diálogo com a imposição de limites. "Em vez de proibir, estabeleça limitações. Libere a cantina apenas uma ou duas vezes por semana", sugere.
Ana Maria Roma Devoraes, nutricionista do Proata (Programa de Orientação e Atendimento a Transtornos Alimentares), da Unifesp, faz coro: "Riscar do cardápio infantil certos alimentos, como refrigerantes e salgadinhos, acaba estimulando o seu consumo. É melhor oferecê-los apenas esporadicamente".
Ela lembra que até quando o assunto é educação alimentar os filhos costumam olhar o exemplo que vem do pai e da mãe. "A criança sempre copia o comportamento das pessoas mais velhas que admira. Portanto, se a família cultiva bons hábitos alimentares, a chance de ela incorporá-los com o passar do tempo é grande."

Papel da escola - Ficar de olho na postura da escola em relação a esse tema é cada vez mais essencial para fazer uma avaliação completa da escola. "A educação alimentar não é responsabilidade apenas dos pais, também precisa ser ensinada dentro do colégio", diz a nutricionista Milena Bueno. "Mas não adianta apenas ficar falando 'Coma isso e não coma aquilo'. A escola tem a obrigação de oferecer opções variadas de alimentos saudáveis", afirma.
Mas dá para fazer uma criança ou um adolescente modificar seus hábitos alimentares? Segundo os especialistas, com uma forcinha da escola e dos pais, é possível pelo menos colocá-la no "caminho saudável". Na terça-feira 5 de fevereiro, a lanchonete da unidade Aeroporto do colégio Augusto Laranja, que inseriu trabalhos e aulas relacionadas a educação alimentar no currículo, registrou, a pedido da Revista, alguns números interessantes - 25% dos sanduíches consumidos, por exemplo, foram aqueles chamados "naturais", nas versões mais populares - atum e frango.
"Desde que foram incluídos no cardápio da lanchonete, em agosto do ano passado, eles viraram uma opção saudável para a hora do recreio e, aos poucos, vêm conquistando o gosto dos alunos", diz a diretora Mirza Macedo, 38.
As frutas frescas já representam 60% das sobremesas consumidas após o almoço no colégio, à frente de bolos, sorvetes e doces, e os sucos de frutas atualmente absorvem 20% do consumo dos outrora imbatíveis refrigerantes. "O nosso grande desafio na escola é incentivar o consumo de frutas, legumes e verduras. Não dá para querer que eles larguem as 'porcarias' de vez, mas tentamos ao menos balancear as coisas", completa Mirza.
Alunos de educação infantil e de ensino fundamental do Augusto Laranja têm aulas extra-curriculares de culinária, em que aprendem a fazer receitas saudáveis, como iogurte, bolo de cenoura e doce de abóbora. Quando chegam à sétima série, um dos trabalhos obrigatórios é um levantamento do que comeram durante uma semana, com suas próprias avaliações.

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EDUCAÇÃO - RECADO DE CRIANÇA

Eles assumem a lição de casa. A chata e a gostosa de fazer. Dizem que quem não faz demora a aprender.
Fonte: Revista Crescer – fevereiro 2002


"Quando a lição de casa é muito difícil, pesquiso na internet e na biblioteca. Uma vez, passei a tarde inteira fazendo uma tarefa sobre animais em extinção. Deixei o trabalho em cima da mesa. Meu irmão foi pegar um livro na estante e acabou pisando em cima dele. Amassou tudo. Tentamos passar com o ferro, mas não adiantou. Tive de fazer aquela página de novo. Às vezes, minha mãe me ajuda nas lição, mas nunca dá a resposta. A mãe de um amigo meu sempre faz a tarefa dele. Aí, quando ele usa palavras difíceis no exercício, tipo ‘delicadamente’, a professora já desconfia."

Micael Xerfan, 10 anos

 





"Uma vez esqueci de fazer a lição de português, que é meio chata. Daí tive de fazer na hora do recreio. Tem muuuita gente que faz isso para não levar bronca da professora. Mas só dá tempo de acabar quando a tarefa é fácil. Se a matéria é legal, como ciências, gosto de fazer todos os exercícios. Assim, fico sabendo mais coisas. Mas se for português..."

João Henrique Thurler, 9 anos

 

"Fazer contas é mais legal. Também gosto quando a professora manda a gente ler livros em casa. Depois de eu tentar bastante, se não conseguir terminar algum exercício, minha mãe me ajuda. Mas nunca dá a resposta. Se ela falasse, eu não ia pensar. Em vez de ficar reclamando, dizendo ‘ai, ai’, faço a lição rapidinho para poder brincar com minhas amigas."

Gabriela Lerbach, 7 anos

 

 



"Acho que fazer a lição de casa é importante, mas, quando bate uma preguiça, você não tem idéia do que está escrito no papel. Uma vez estava com tanto sono que dormi em cima do caderno. Eu gosto quando a gente tem que ler em casa. Deito na minha cama e eligo o abajur. Nunca deixo de fazer a lição, porque sou boa aluna. Mas tem gente na minha sala que só faz porque é obrigado, se não leva bronca da professora."

Mariana Duran Meletti, 7 anos

 



"Prefiro fazer a liçaõ logo depois do almoço. Assim, fico com o resto da tarde livre. Português é a matéria mais difícil de todas. Por isso, quando acabo a tarefa, leio e releio tudo para Ter certeza de que não ficou nenhum erro. Tem dias que é muito chato estudar em casa, mas é importante, para aprender melhor. Se a gente prestar atençaõ em tudo que a professora explica, fica mais fácil."

Maria Laura Martins Roque, 10 anos

 



"Quem não faz a lição de casa demora para aprender. Pode até ficar burro e repetir de ano. Faço lição todos os dias, na mesinha do meu quarto. Só posso brincar depois de acabar tudo. Levo uns 30 minutos para terminar. Se eu fizer correndo, minha mãe acha que é porque quero ver televisão."

Renan Rodrigues Modesto, 8 anos

 

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Informática ajuda, mas não resolve
Computador, Internet e softwares são materiais didáticos como os outros. Bem utilizados, abrem caminhos, mas não substituem o livro.
Fonte: O Estado de S.Paulo, 30/01/02, Especial Volta às aulas.


Hoje em dia, são raras as pessoas que acreditam ser possível educar uma criança ou um jovem sem as novas tecnologias da informação. No entanto, softwares, Internet e aplicativos não são componentes de uma fórmula mágica que, combinados ou isolados, melhoram a qualidade do ensino. Ao contrário, se usados sem orientação, podem muito pouco ou quase nada, garantem os educadores. "É uma ilusão o pai entrar numa livraria, comprar softwares na esperança de ajudar o filho. São materiais didáticos como outros, um recurso adicional", afirma Silvia Fichmann, coordenadora de projetos da Escola do Futuro da USP, um núcleo de pesquisa sobre a aplicação das novas tecnologias na educação.
Ou seja, para que um software seja bem aproveitado, a criança precisa de orientação. Por isso, é recomendável usar dentro de uma estratégia pedagógica da escola ou em casa, com supervisão do pai ou da mãe. O mesmo vale para a Internet, que pode ser um instrumento valioso de pesquisa. Mas a grande quantidade de informações na rede facilita a cópia de trabalhos escolares. "Antes da Internet, já havia a cópia de enciclopédias, mas a rede facilita. Cabe ao professor identificar o problema e evitar que isso ocorra", analisa Maria Elizabeth de Almeida, educadora da PUC de São Paulo.
Esses problemas, no entanto, não eliminam as vantagens dessas tecnologias, que podem ser valiosas para estimular a criatividade e a independência intelectual dos estudantes. Se bem usados, esses materiais melhoram a capacidade de memorização e de atenção, sem contar que são úteis no ensino de fenômenos e processos abstratos, como o movimento do sol, diz Silvia.
Aos 5 anos de idade, Luccas Gargiulo Balacci é um bom exemplo dos benefícios que decorrem do uso bem orientado do computador. Ele ainda não está alfabetizado, mas já começa a copiar e a identificar palavras. Por isso, é capaz de entrar nos seus sites favoritos da Internet e até de usar seu próprio e-mail, conforme aprendeu na escola.
Ele é aluno do Colégio Augusto Laranja, que há um ano criou um projeto, sob coordenação da Escola do Futuro da USP, para usar as novas tecnologias de comunicação como ferramentas pedagógicas na educação infantil. O objetivo é ensinar as crianças a usar as tecnologias modernas de comunicação. "Queremos ensinar os garotos a dar vida à máquina", diz a orientadora pedagógica do curso de Educação Infantil do Augusto Laranja, Dora dos Santos. A mãe de Luccas, Katia Gargiulo Balacci, vê em casa os resultados. "O contato com a informática está ajudando na alfabetização."
A atividade do Augusto Laranja girou em torno de um projeto de voluntariado, em que as famílias eram convidadas a participar de atividades artísticas por meio de e-mail. Os alunos criaram convites, que foram enviados via e-mail. Os textos foram redigidos com a ajuda dos professores. "Fomos descobrindo que a máquina só deve ser usada quando ajudar e não substituir outras coisas, como o livro", diz Dora.
Mas para que o computador seja incorporado à sala de aula, o Brasil ainda tem um bom caminho a percorrer, sobretudo porque faltam professores capazes de usá-los, diz Maria Elizabeth. "As faculdades não preparam os futuros professores para isso."

 

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