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SOBRE O COLÉGIO
Ano Internacional das MontanhasAno Internacional do Ecoturismo e das Montanhas - 2002 Ano Internacional do Ecoturismo

Apresentação

Matérias relacionadas ao tema

Por que eleger as montanhas como foco?

Professor de Geografia do Augusto laranja conta sobre sua escalada ao Monte Aconcágua

 

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Apresentação

A Organização das Nações Unidas - ONU declarou o ano de 2002 como Ano Internacional do Ecoturismo e Ano Internacional das Montanhas.
"Por Ecoturismo entende-se viagens a áreas naturais, visando à conservação do meio ambiente e a promoção do bem-estar de comunidades locais."
Dessa forma, a ONU contempla este ano com o foco das atenções voltado para o Desenvolvimento Sustentável dos ecossistemas terrestres. Assim, é importante promover e assegurar uma clara compreensão dos princípios básicos do ecoturismo e estabelecer as formas de assegurar a sua implementação.
Durante as duas últimas décadas, o Ecoturismo cresceu ao ponto de tornar-se um dos setores mais dinâmicos da indústria do turismo, evoluindo em um conjunto de princípios e práticas que estarão, certamente, revolucionando a forma de viajar e o destino dos deslocamentos humanos.
Os pressupostos e as características para o êxito do Ecoturismo incluem:
o Minimizar os impactos negativos que possam danificar recursos naturais e culturais.
o Educar o visitante na importância da conservação ambiental.
o Gerar recursos financeiros para a conservação de áreas naturais protegidas, assim como de sua biodiversidade.
o Enfatizar a necessidade da elaboração de zoneamento e planos de visitação para regiões ou áreas naturais vistas como destinos ecoturísticos.
o Maximizar benefícios econômicos para países-destino, empreendimentos e comunidades locais, sobretudo para as comunidades moradoras em áreas naturais protegidas.
o Apoiar o fortalecimento econômico de comunidades por meio da capacitação e treinamento de membros de comunidades locais, da geração de benefícios e postos de trabalho, da compra de produtos no comércio regional.
o Assegurar que o desenvolvimento turístico não exceda os limites sociais e ambientais aceitáveis de mudança.
o A infra-estrutura turística deve ser desenvolvida em harmonia com o ambiente: minimizando o uso de combustíveis fósseis, conservando a flora e fauna locais, em equilíbrio com os recursos culturais e naturais.
Como base para a ação, a ONU instituiu paralelamente 2002 como Ano Internacional das Montanhas.
Objetivando promover nas crianças e jovens atitudes compatíveis com os mais altos propósitos do Ecoturismo devemos, neste ano, desenvolver projetos que tenham por cenário o desenvolvimento sustentável das montanhas.

 

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Por que eleger as montanhas como foco?


As montanhas são uma fonte importante de água, energia e diversidade biológica. Além disso, fornecem recursos fundamentais - como minérios, produtos florestais e produtos agrícolas - e lazer. Enquanto importante ecossistema que representa à ecologia complexa e inter-relacionada de nosso planeta, os ambientes montanhosos são essenciais para a sobrevivência do ecossistema mundial. No entanto, os ecossistemas das montanhas estão passando por uma rápida mutação, já que são vulneráveis à erosão acelerada do solo, aos deslizamentos de terras e à rápida perda da diversidade genética e de habitat. O resultado é que a maior parte das áreas montanhosas do mundo está experimentando a degradação ambiental. Para reverter essa situação, o gerenciamento adequado dos recursos montanhescos e o desenvolvimento sócio-econômico das pessoas exigem ação imediata.
As montanhas são extremamente vulneráveis e sensíveis ao desequilíbrio ecológico, tanto o natural como o provocado pelo homem. É fundamental haver informações específicas sobre sua ecologia, seu potencial de recursos naturais e suas atividades sócio-econômicas. As montanhas e suas encostas apresentam grande variedade de sistemas ecológicos. Uma determinada encosta pode reunir diversos sistemas climáticos - como tropical, subtropical, temperado e alpino - cada um representando um microcosmo de uma diversidade ainda mais ampla de habitat. A criação de uma base de dados mundial sobre montanhas é, portanto, fundamental para a implementação de programas que contribuam para o desenvolvimento sustentável dos ecossistemas das montanhas.
Cabe-nos orientar ações que promovam o desenvolvimento de projetos educacionais específicos que venham a sensibilizar, ampliar e fortalecer o conhecimento e a compreensão dos alunos sobre a importância vital que representa a conservação e a recuperação do solo, florestas, água, minérios, animais, vegetais e povos habitantes dos ecossistemas das montanhas. Devemos também, propiciar a geração de informações históricas relevantes decorrentes de episódios e conflitos políticos sociais marcantes na história da humanidade em todos os tempos, que ocorreram fundamentalmente em regiões montanhosas.
Trata-se de um processo de co-responsabilidade, solidariedade, e de integração, desafio que nossa equipe de educadores nos últimos anos tem provado competência para enfrentar com êxito.



 

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Como surgem as montanhas

Fonte: Gabriela Saliba

A crosta terrestre não é contínua. É toda recortada em placas tectônicas que estão em constante movimento. Quando duas placas se chocam ocorrem terremotos, vulcões e formação de montanhas. Sempre que se encontram, vindas de sentidos opostos, a mais "leve", afunda sob a mais densa, fazendo com que esta se dobre ocasionando tais fenômenos, que levam milhões de anos.
A formação do Himalaia ocorreu do mesmo modo, no encontro da placa indiana, que era unida à África, com a placa euro-asiática. No topo da cadeia são encontrados fósseis de animais marinhos, mostrando assim que ela já esteve no fundo do mar.
Houve uma época em que só existia um único e imenso continente, que se fragmentou formando placas que passaram a se movimentar em várias direções. Até hoje elas continuam se movimentando, só que lentamente. Sendo assim, significa que a placa indiana continua movendo-se em direção à placa euro-asiática, conseqüentemente o Himalaia continua se erguendo à razão de 8 a 10 mm por ano. Se o processo continuar, daqui a 15.200 anos o Everest terá aproximadamente 9.000 m.
No Brasil não existem montanhas de grandes altitudes por estar situado praticamente no meio de uma placa tectônica, ou seja, longe da zona de atrito. Outra razão é o fato de que a maior parte de suas terras está entre as mais antigas do planeta. Portanto, sofreram mais a ação da erosão ao longo do tempo, ficando mais desgastadas, mais aplainadas.
Outros acontecimentos geológicos também dão origem às montanhas. Por exemplo, Itatiaia, Mendanha, Tinguá e Fernando de Noronha são regiões montanhosas de origem vulcânica.

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As dez montanhas mais altas do Brasil

01 - Pico da Neblina - 3.014 m - Amazonas
02 - Pico 31 de Março - 2.992 m - Amazonas
03 - Pico da Bandeira - 2.890 m - Parque Nacional Caparaó (MG/ES)
04 - Pedra da Mina - 2.797 m - Serra Fina (MG/SP)
05 - Pico das Agulhas Negras - 2.789 m - Parque Nacional Itatiaia
06 - Pico do Cristal - 2.780 m - Parque Nacional Caparaó
07 - Monte Roraima - 2.727 m
08 - Morro do Couto - 2.680 m - Parque Nacional Itatiaia
09 - Pedra do Sino de Itatiaia - 2.670 m
10 - Pico dos Três Estados - 2.665 m - Serra Fina (MG/SP/RJ)

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As dez montanhas mais altas do mundo

01 - Everest - 8.850 m - Nepal
02 - K-2 - 8.611 m - Paquistão
03 - Kanchenjunga - 8.598 m - Nepal
04 - Lhotse - 8.501 m - Nepal
05 - Makalu - 8.463 m - Nepal
06 - Lhotse Shar - 8.383 m - Nepal
07 - Cho Oyu - 8.201 m - Nepal
08 - Dhaulagiri - 8.167 m - Nepal
09 - Manaslu - 8.156 m - Nepal
10 - Annapurna - 8.091 m - Nepal

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A montanha mais alta de cada continente

África - Kilimanjaro - 5.895 m - Tanzânia
América do Norte - McKinley - 6.193 m - Estados Unidos
do Sul - Aconcágua - 6.962 m - Argentina
Antártida - Vinson - 4.897 m
Ásia - Everest - 8.850 m - Nepal
Europa - Elbro - 5.641 m - Rússia
Oceania - Carstensz - 5.039 m - Irian Jaia

 

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Brasil cria maior parque ecológico do mundo
(Jornal El pais - Espanha - 21/02/2002)


O Brasil vai entrar no Livro Guinness dos Recordes depois da decisão do governo de Fernando Henrique Cardoso de criar o maior parque ecológico nacional do mundo, com 3,8 milhões de hectares, um território maior do que o da Bélgica. Até agora o maior parque nacional do planeta ficava no Congo, com uma superfície de 2 milhões de hectares, quase a metade do que será o brasileiro.
O ministro do Desenvolvimento Agrário brasileiro, Raul Jungmann, salientou que a nova medida protegerá essas terras dos fazendeiros e grileiros, que nos últimos anos se apropriaram de terrenos através de escrituras de propriedades falsificadas, em conivência com juízes e políticos corruptos.
O parque, que terá o nome de Tumucumaque, está situado na região do Oiapoque, no Amapá, zona fronteiriça com o Pará. A única exploração que se permitirá será a do ecoturismo controlado, em espaços muito determinados, e pesquisas ambientais e ecológicas. A notícia, antecipada à imprensa pelo ministro Jungmann, será comunicada oficialmente nos próximos dias à população pelo presidente da República. Fernando Henrique Cardoso também vai anunciar a criação de 12 novas áreas de conservação ambiental em todo o país. A ex-presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) Marília Marreco afirma que com essa decisão do governo o Brasil "está duplicando as áreas de conservação ambiental".
Os analistas brasileiros, que sempre criticaram certa passividade das autoridades diante dos especuladores que se apossaram ilegalmente de milhões de hectares de terras cheias de riquezas ambientais, aplaudiram nesta quarta-feira a decisão, embora salientando que boa parte desses avanços foram conseguidos graças às pressões dos meios de comunicação mundiais e das organizações internacionais de defesa do meio ambiente, que todos estes anos não deixaram de criticar o saque dos tesouros ambientais do Brasil, um país que possui, entre outras coisas, 32% da água potável do planeta.
(Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)

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Professor de Geografia do Augusto laranja conta sobre sua escalada ao Monte Aconcágua

O professor de Ensino Médio, geógrafo e montanhista Claudio Nagy está aplicando em sala de aula suas experiências e vivências a partir de uma escalada internacional ao teto das Américas. Ele participou de uma expedição científico-desportiva ao Monte Aconcágua, de 6.995 metros de altitude, na província argentina de Mendonza, durante o mês de janeiro de 2002. A expedição envolveu ao todo cinco alpinistas de três países (Brasil, Argentina e EUA).
Claudio conta que, devido à severidade das condições climáticas impostas pelas elevadas altitudes e, em particular, pelo microclima criado pelo próprio Aconcágua, a montanha é utilizada como pré-treinamento obrigatório para a subida do Monte Everest. "A cota de 5.400 metros de altitude no Aconcágua corresponde, em termos climáticos, de dispersão de ventos, médias térmicas, tormentas de neve e pressão atmosférica, a quase 7000 metros no Everest. Esse fenômeno ocorre em virtude de quedas bruscas e acentuadas da pressão atmosférica registradas no local. Com essa queda ocorre uma redução ainda maior dos níveis de oxigênio - já reduzido nessa altitude -, e o organismo desenvolve rapidamente uma tendência a um quadro de edema, que precisa ser monitorado 24h por dia. A sensação térmica (junção da temperatura mínima externa somada aos ventos) chegava em alguns momentos a 50 graus centígrados".

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